Projeto PÉS ​® 2019 

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foto: Juliana Boechat / Clarabóia Filmes

conheça nossa história

Desde 2011, o Projeto PÉS pesquisa a criação, provocação e execução do movimento expressivo para e por pessoas com deficiência, através de técnicas do teatro-dança. O Projeto, no entanto, foi idealizado em 2009, quando o diretor Rafael Tursi, recém-formado Bacharel em Artes Cênicas, pela Universidade de Brasília (UnB), com um trabalho sobre a criação e análise de movimentos cênicos expressivos, a partir da Análise Laban do Movimento (LMA), recebe a notícia de que uma amiga muito próxima havia sofrido um acidente de trânsito que a deixou com tetraparesia. Enquanto acompanhava o tratamento da amiga, começa, então, a questionar-se sobre a possibilidade do exercício do teatro e da dança como reeducador corporal para pessoas com deficiência. Este processo coincide com sua entrada no curso de Licenciatura em Artes Cênicas, na mesma universidade, onde, através das disciplinas psicopedagógicas, teve seu primeiro contato com conteúdos sobre educação especial, integração e inclusão escolar.

Vendo a possibilidade de aplicação da pesquisa sobre Laban, de maneira consciente, para gerar movimentos cotidianos em cena, e repeti-los posteriormente com precisão, nasce, então, a ideia de estudar o sistema para sua aplicação na educação física de pessoas com deficiência por meio da expressão corporal. 

Outro mote da criação do Projeto foi a falta de projetos destinados às pessoas com deficiências. Esses projetos existem? Sim, mas, por vezes, não são suficientes ou não oferecem uma gama de opções a este público que tratamos aqui como protagonistas desta ação. A inclusão social, assim como o acesso a educação e a cultura, é direito garantido a todos pela Constituição Federal, porém, por despreparo dos professores/formadores e pela falta de infraestrutura necessária, esses direitos ficam, muitas vezes, comprometidos em todas as suas etapas. A proposta deste trabalho foi oferecer este laboratório, também, como projeto de extensão da universidade. E deu certo. Em 2011, nasce o PÉS, um Projeto de Extensão e Ação Contínua (PEAC) da Universidade de Brasília, que visa a pesquisa do trabalho corporal expressivo para pessoas de qualquer idade e com quaisquer deficiências.

As ações de extensão se desenvolvem por meio das unidades acadêmicas e administrativas da UnB, em processos educativos, culturais e científicos, articulados com o ensino e a pesquisa. É por meio da ação extensionista envolvendo professores, estudantes e técnicos que a Universidade interage com a sociedade, em um exercício de contribuição mútua. (UnB/Decanato de Extensão).

 

O Projeto é aberto à comunidade e tem como foco o desenvolvimento da integralidade e da socialização dos indivíduos, garantindo acessibilidade à informação em pesquisa. As aulas são desenvolvidas a partir de dinâmicas corporais e da experimentação de objetos ludopedagógicos (corda, balão, lenço e massa de modelar, entre outros) e sempre seguidas de uma avaliação pontual, por parte da equipe executora. À cada avaliação, são feitos os ajustes necessários, buscando uma didática própria junto com a sistematização dos exercícios. Adequação virou uma palavra-chave no trabalho do Projeto; Como adequar os exercícios para cada um dos alunos e alunas? Como adequar o processo de ensino? Como adequar o trabalho para cada novo enfrentamento? Essas perguntas fizeram parte do processo de aprendizagem por que tivemos que passar para poder ensinar o que queriamos.

O processo didático do PÉS é dividido em duas grandes etapas, uma abrangendo a pedagogia do movimento e outra a alfabetização estética dos alunos. Essa busca tende a nos mostrar, principalmente, as individualidades dos alunos na sua maneira de lidar com o mundo, seus interesses e afetos, e, a partir de então, auxiliá-los a escolher o que/como colocar sua cena em cena. Este processo acontece através de novos experimentos com o movimento. Segundo Neide Neves (2008, p.78), “ao executar movimentos, percebe-se que emergem sensações, imagens e memórias que realimentam o movimento”, gerando, assim, um ciclo de ações e opções para uma aplicação consciente posteriormente.O segundo ponto serve de orientação e trata especificamente sobre a criação de espetáculo teatral e noções acerca de temas como: presença cênica, orientação espacial no palco, foco de olhar e relação palco-plateia ou ator-expectador. Uma vez com essa capacitação em andamento para alunos e monitores, temos a fruição dos encontros e a experimentação do movimento.

Quase oito anos depois de sua criação, o Projeto PÉS tem, hoje, em seu repertório, mais de cem atividades realizadas, entre apresentações de cenas e espetáculos, aulas, palestras, trabalhos de conclusão de cursos e participações em eventos nacionais e internacionais. É, ainda, ganhador do prêmio Cultura e Cidadania - Arte Inclusiva, emito pela Secretaria de Cultura do Distrito Federal (2018), por sua relevante contribuição ao desenvolvimento artístico ou cultural do DF, e dos prêmios de Melhor Trabalho Nacional de Educação Inclusiva e Melhor Trabalho Nacional de Cultura e Lazer para Pessoas com Deficiência, emitidos pelo último Congresso Nacional de Diversidade e Inclusão (CONADI), em 2012, no estado de São Paulo.

Mantendo seu caráter inicial, o projeto continua aberto e destinado a pessoas de qualquer idade, com e sem deficiência, buscando a criação e interação de todos os seus integrantes.  Quando este trabalho é proposto, ele não quer levantar, ao final da pesquisa, corpos dançarinos que bailem e valsem sobre palcos e salões, mas, sim, corpos que saibam se mover e gerar movimentos que, sozinhos ou em grupo, sejam, por si só, movimentos expressivos artisticamente. A proposta “PÉS?” de educação corporal implica em auxiliar pessoas com deficiência a se permitirem enxergar capazes de executar movimentos artísticos cênico-dançantes. Estes movimentos não precisam ser complexos fisicamente, mas, sim, dotado de significado e/ou um ressignificado, o que ouso chamar de poesia corporal. Literalmente uma poesia construída a partir dos corpos presentes em cena.

Ref. 

NEVES, Neide. Klaus Vianna: estudos para uma dramaturgia corporal. São Paulo: Cortez, 2008.

TURSI, Rafael. Meu Corpo, Teu Corpo e Este Outro: Visitando os Processos Criativos do Projeto PÉS. 2014. 125 f., il. Dissertação (Mestrado em Arte) – Universidade de Brasília, Brasília, 2014.

UNB. Extensão. Disponível na internet via <http://www.unb.br/extensao>. Acessado em 28 de julho de 2016.

nossa equipe

DANÇANTES

Ana Balata

Elenice Ramthum

Fernanda Amorim

Gabriela Argañaraz

Kelly Barros

Laura Garcia

Laysa Gladistone

Lucas Resende

Marina Anchises

Mari Lotti

Mônica Gaspar

Monise Pessoa

Roges Moraes

Thainá Araújo

Thaís Cordeiro

Samuel Diniz

Vinícius Barros

Yuri Costa

SOUND DESIGNER E CENOTÉCNICO

Glauco Maciel

ILUMINADOR

Higor Filipe

EQUIPE DE APOIO  

Aira Pessoa

Ângela Barros

Cláudia Pádua

Cláudio Garcia

Cristina Cardoso

Iara Pacheco

João Araújo

Marcya Mariz

Nilma Resende

Simone Souza

APOIO INSTITUCIONAL

Universidade de Brasília - Decanato de Extensão

Instituto de Artes - Depto de Artes Cênicas

COORDENADORA DE 

EXTENSÃO UNIVERSITÁRIA (UnB)

Felícia Johanson

DIRETOR E COORDENADOR GERAL

Rafael Tursi

Agradecemos, sempre, aos ex-integrantes do PÉS, estudantes, pesquisadores e profissionais que passam e passaram pelo grupo, deixando sempre um pouco de si. Obrigado, Alessandra Rizzi, Alessandra Terra, Ana Paula Plá,  André Salomão, Angelina Coutinho, Audrey Neves, Clara Braga, Daniel Alves, Danielle Cruz, Emanuel Lavor, Felipe Rodrigo, Isis Miranda, Jackson Bauer, Janaína Moraes, Jaqueline Lima, Joelma Alves, Lais Lopes, Laura Pires, Leilane Peres, Letícia Reis, Leslye Costa, Marcos Viegas, Mariana Borges, Mila Félix, Natália Ferraz, Natália Solorzano, Nathália Mendonça, Nathalya Nascimento, Ricardo de Holanda, Rodrigo D´Alcantara, Tath Braz, Tize Barroso, Vinícius Paixão e Wellington de Britto. Obrigado pelo tempo e carinho sempre dedicados.

Agradecimentos especiais aos amigos, colegas e parceiros, que gentilmente (alguns sem nem saber) abrem seus braços para, de alguma forma, serem parte conosco. Obrigado, Ângela Palladino, Angélica Beatriz, Beth Maia, Cassia Daniele, Chicho Suero, Danilo Borges, Diego Azambuja, Diego Borges, Diogenes Rossi, Eliane Braga, Fabiana Marroni, Fernando Patton, Gabriela Mutti, Giselle Rodrigues, Graça Veloso, Hugo Veiga, Ingrid Kalline, Ivette Kafure, Izabela Parise, Janson Damasceno, Jemima Tavares, Joana Azevedo, José Mauro Barbosa, Júlia do Vale, Létisson Samarone, Lisete Nogueira, Luciana Hartmann, Luciana Lara, Maiara Barreto, Marcelo Augusto, Marcus Mota, Mário Balthar, Maximiliano Altieri, Patrícia Barreto, Paulo Rocha, Ramayana Régis, Raquel Brasil, Roberta Matsumoto, Sabrina Cunha, Samuel Araújo, Tiago Mundim, Ulisses de Araújo, Vera Guadalupe, Victória Oliveira, Wanderson Souza e à toda equipe do Centro Cultural de Brasília (CCB), Teatro SESC Paulo Autran e CRE-Arte Centro Educativo e Cultural para Pessoas com Deficiência. Obrigado, pai e mãe (de toda nossa equipe).

 

nosso diretor - rafael tursi

Mestre em Arte Contemporânea pela Universidade de Brasília, e Bacharel e Licenciado em Artes Cênicas pela mesma universidade, Tursi é ator e produtor cultural desde 1998, no estado de São Paulo. Em Brasília, desde 2004, trabalhou em diversos espetáculos no circuito comercial e universitário, onde integrou os grupos de CHIA, LIIAA, dirigido por Fernando Villar; LADI, dirigido por Marcus Mota e Hugo Rodas; TEATRO CAIXOTE, grupo de teatro vertical, linguagem que utiliza de técnicas de rappel aliadas à cena teatral, dirigido por Diego Borges; e TANGRAM, grupo de dança para crianças, dirigido por Daniela Amorim, além de ter atuado como professor de artes na Secretaria de Educação do Distrito Federal. Atualmente, é diretor da produtora cultural CASA DE PRODUÇÕES, ao lado de Júlia do Vale, e fundador e diretor do grupo PÉS, de teatro-dança com pessoas com deficiência. Atua, ainda, como professor de Artes Cênicas no Departamento de Artes Cênicas da Universidade de Brasília e, como professor e coordenador, na Faculdade de Artes Dulcina de Moraes. Seus principais trabalhos se dividem em Arte-Educação, Educação Especial, Mediação Artística, Produção Cultural e Interpretação Teatral.