A arte que desafia limites

25 May 2011

 

A arte que desafia limites

Projeto de extensão do Instituto de Artes vai ensinar dança e teatro a pessoas com dificuldades de locomoção

Hugo Costa - Da Secretaria de Comunicação da UnB

 

Pessoas que perderam o movimento das pernas podem dançar? Podem. Um projeto de extensão do Instituto de Artes (IdA) pretende criar números teatrais e coreografias para pessoas com deficiências de locomoção. A ideia é usar métodos tradicionais consagrados para a composição dos movimentos. “Uma amiga ficou tetraplégica e percebi, em seu tratamento, que havia muitas atividades esportivas para essas pessoas, mas pouca oferta de opções na dança e no teatro”, diz o idealizador da ideia, Rafael Tursi, aluno de licenciatura em Artes Cênicas.

 

Inédito na Universidade de Brasília, o projeto "Pés?" oferecerá dez vagas para interessados do Distrito Federal e do Entorno. Alunos da UnB poderão ter acesso a bolsas e créditos. “O nome do projeto com a interrogação é justamente para questionar a necessidade dos pés para a expressão da arte”, explica Rafael. Ele quer trabalhar movimentos de arte e dança para pessoas com diferentes tipos de barreiras de mobilidade. “Não precisam ser necessariamente cadeirantes. Qualquer pessoa com deficiência que impossibilite a locomoção pode desafiar seus limites e participar”, garante.

 

As aulas do Pés? serão ministradas com base na Análise Laban do Movimento. O método segue os passos da teoria do coreógrafo e filósofo da dança húngaro Rudolf Laban, conhecido como o pai da “dança-teatro”. Nesse sistema, a intenção é relacionar os elementos corpo, esforço, forma e espaço adaptados às limitações de cada aluno. “Estudei bastante sobre Laban. O desafio agora é adaptar o método aplicado a pessoas ditas normais ao ensino dos deficientes”. Os encontros iniciais serão dedicados à expressão corporal e à prática da dança. Gradualmente, explica Rafael, os textos de teatro serão incorporados.

 

BOLSAS - As inscrições para o projeto vão até o dia 15 de maio. Alunos da UnB interessados em bolsas de estágio de R$ 360 e em créditos (quatro) para graduação precisam se inscrever até quinta-feira. As aulas têm início previsto para este mês e devem seguir até dezembro. “Tenho interesse muito grande em participar. Acho importante porque também é uma forma de me exercitar”, diz José Roberto Vieira, aluno cadeirante do curso de Serviço Social.

 

“Como todos os seres humanos, os deficientes também gostam de dançar”, completa. O projeto prevê também uma vaga de monitoria para um estudante sem deficiência física. O prazo para concorrer ao posto é o mesmo do estabelecido para a concessão de bolsas. Ao final do curso, o grupo fará apresentações na universidade com direito a mesas para debates e discussões.

 

Fonte: UnB Agência

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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